Um memorial vivo da radiofonia brasileira, a Voz do São Francisco.

Foto por: Marcizo Ventura

Quando Roquette Pinto, pioneiro do rádio brasileiro, imaginou, instalou e colocou no ar sua primeira “engenhoca” em 1922, no distante Rio de Janeiro, não tinha idéia que mudaria o hábito doméstico e nas atividades profissionais de um Brasil tão elásticamente continental. E mudou. Em progressão geométrica. Roquette espalhou uma mania nacional, revelou um amigo íntimo, democrata, companheiro, sem preconceito de qualquer caráter. Logo, essa tecnologia chegou à capital pernambucana, Recife, a PRA-8, isso mesmo, ainda nos anos 1930, consagrada rádio Clube Am, em Recife. De lá pra cá, são hoje, legalmente, pagando impostos, obedecendo às leis trabalhistas, formalmente operando em onda média, mais de hum mil e oitocentos prefixos (1.800) por todo o Brasil. Afora, as rádios em freqüência modulada, FM, comunitárias e educadoras de todo gênero e atividades afins. A Emissora Rural, já repetimos isso exaustivamente, nasceu, entrou oficial no ar em Petrolina para o mundo, diga-se, em ondas médias, e curtas, estas,  um  arremedo de internet à lenha, em 1962 . Com DNA do Bispo Diocesano de Petrolina, Antonio Campelo de Aragão, incluindo seus assessores principais nesse ano, o padre Mansueto de Lavor e Carlos Augusto Amariz, radialista de ofício. E mais que esta reportagem, imponentes, irretocáveis, os registros em documentos e equipamentos, dispostos nas instalações da nova emissora, a rádio Voz do São Francisco que é signatária deste Portal. O Link Estúdio Memorial Bispo Antonio Campelo de Aragão e ainda o Espaços Memoriais 1 e 2, denominados, Bispo Gerardo Andrade Ponte. Uma homenagem justa, relevante, a duas gestões Episcopais da Diocese de Petrolina, em períodos distintos (leia mais, www.diocesedepetrolina@.org.br) Dom Campelo fez a comunicação e ergueu transmissores. Dom Gerardo, em meados dos anos 1970, fez avançar um rádio pragmático, profissional e com investimentos midiáticos com densidade nacional, sobretudo, o departamento esportivo, literalmente ocupando as cabines dos estádios de futebol do Brasil, desde Petrolina, claro. Os Memoriais em exposição, abertos às visitações públicas no interior da rádio, dão a exata evolução, desde o período “jurássico” dos acetatos, rotações do Antigo Testamento, as cartucheiras dos anos 1980, os microfones acanhados, as mesas operadoras de áudio com seus botões de carpintaria, os discos vinis, os receptores, as fitas de rolo, e uma variedade alemã de outros equipamentos e utensílios, estão nessas salas.  Estão ali, emudecidos, mas numa realidade palpável que têm uma única e comprometida história jubilar de exatos 50 anos, comunicando e evangelizando. O operador de áudio de mais tempo registrado nesta rádio, Luiz Alberto Fernandes, resume que “contrastes entre uma tecnologia e outra em 50 anos, davam e ainda dão a todos nós, desafio, emoção, e necessidade de reciclagem profissional, e respeitando a população ouvinte”, concluiu. O diretor administrativo da rádio, Padre Augusto Santana, ilustra que, “hoje, mais ainda, com o advento da internet e seus aplicativos, a revolução celular, a chegada de outros acessórios, igualmente avançados, nos obriga a acompanhar meticulosamente cada facilidade agora que compensa as dificuldades para manter um rádio movido  à válvula e manivela de um passado não muito distante”, esclareceu. Padre Augusto completa , na entrevista para este Portal que, “cada ouvinte tem esse direito de saber a história da rádio que escuta, que lhe informa, que noticía, que presta serviço, e na prática, 24 horas não dão conta de como fazer essa radiofonia com sensatez e de forma aberta. Nosso memorial completo, em nossas salas, revelam, história e evolução que diariamente nos exige mais compromisso com a isenção”, reafirmou. Em tempo, a rádio Voz do São Francisco, situada em Petrolina , Pernambuco, tem suas instalações no centro da cidade, à praça Maria Auxiliadora, telefones abertos ao público a partir de seu PABX, 87-3866-4500. Saiba mais também por este Portal e seus links virtualizados.

Por Marcelo Damasceno,

Central de Jornalismo da Voz do São Francisco.

Categorias Destaque História