Sertão do São Francisco terá ações de convivência com a seca

A região do Território do Sertão do São Francisco (Bahia) será novamente contemplada com mais uma etapa do Projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural (ATER), desenvolvido pelo Irpaa nos municípios de Juazeiro, Sobradinho, Casa Nova, Sento-Sé, Curaçá, Uauá e Canudos. O projeto conta com aporte financeiro do Governo da Bahia da Secretaria de Agricultura.

Para dar início a esta etapa, os técnicos do Irpaa realizam diagnóstico das comunidades e das Unidades de Produção Familiar (UPF) atendidas pelo projeto num total de 1.920 mil  famílias até 2013.

Uma equipe formada por 16 técnicos de nível médio e 04 técnicos de nível superior das áreas de agropecuária, agronomia, veterinária e pedagogia irão desenvolver atividades que vão desde reuniões com a comunidade a visitas nas propriedades, dias de campo, oficinas, visitas técnicas, seminários e encontros de avaliação.

Para a colaboradora do Irpaa Maria da Paixão, que acompanha famílias em comunidades rurais do município de Canudos, neste período de estiagem é preciso adotar estratégias para reunir os produtores, optando, por exemplo, por marcar atividades nos intervalos entre uma tarefa e outra desenvolvida pelos mesmos na rotina de cuidar da produção. Ainda assim, para a técnica, mesmo com as dificuldades cotidianas do período da seca, o envolvimento da comunidade permanece e é algo necessário. “Reunir para discutir nesse período é importante pra fazer com que percebam que a seca é um aprendizado, e se todos tivesses comida armazenada para os animais, com água suficiente, não estariámos passando tanta necessidade. Na próxima seca o pessoal vai está mais preparado”, aponta Maria da Paixão.

Três eixos centrais norteiam as temáticas trabalhadas pela equipe de ATER nas comunidades: Convivência com o Semiárido; Organização Social e Organização da Produção para Comercialização. Dentre os resultados esperados destacam-se o debate e desdobramentos práticos sobre o acesso à terra e regularização fundiária; acesso à água; produção agroecológica; banco de sementes, aproximação das escolas comunitárias, associativismo, cooperativismo e criação e fortalecimento de redes; participação popular em conselhos e comitês; organização da produção; acesso a programas como PAA e PNAE; plantio e armazenamento de alimentação para o rebanho, além de temáticas ligadas à educação contextualizada ao Semiárido.

Fonte: IRPAA /Raimundo Fábio

 Por Claudio Farias

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