Seca e transposição do rio São Francisco em reportagem do jornalismo do SBT

TRANSPOSIÇÃOA seca que castiga o nordeste brasileiro é considerada a pior dos últimos cinquenta anos. Já são três anos sem uma gota d’água do céu suficiente para encher reservatórios e beneficiar a produção de lavouras. O tema ganhou destaque nacional, dando ênfase para o sertão pernambucano nas noites dos dias 30 de abril e 01 de maio, terça e quarta feiras, respectivamente, em duas reportagens dentro do SBT Brasil, apresentado por Joseval Peixoto e pela paraibana, Rachel Sheherazade.

Na reportagem do dia 30 de abril, deu-se maior destaque a seca e os dois lados dessa realidade. Lagoa Grande, há cinquenta quilômetros de Petrolina vive uma dura estiagem que já levou a morte de centenas de cabeças de gado e a perca de grande parte da produção. Já em Petrolina, graças ao rio São Francisco e a um projeto do Governo Federal, existe água para manter as lavouras e plantações nos chamados “projetos de irrigação”. A reportagem mostrou ainda uma fábrica em Petrolina onde são feitas cisternas de rezina de polietileno que reservam dezesseis mil litros de água que são adquiridas pelo Governo e distribuídas para as regiões rurais mais afetadas pela seca. Há quem afirme que as cirtenas distribuídas (que substituem as de alvenaria) não são de boa qualidade e deformam com rapidez, por outro lado, a indústria afirma que das mais de 87 mil vendidas ao Governo, apenas 180 apresentaram defeito, o que corresponde a 0,0002%.

Na segunda reportagem, do dia 01° de maio, a temática central foi a transposição do rio São Francisco. As críticas, os problemas e as soluções que a obra – que já dura seis anos – trará para a população beneficiada.

O repórter, Marcelo Torres, enviado especial do SBT Brasil percorreu parte do trecho da obra de transposição em Cabrobó – PE. Marcelo explicou e mostrou o passo a passo da obra que, segundo o Governo, beneficiará 12 milhões de pessoas, porém, as críticas: Quem mora perto do São Francisco afirma não ter acesso a água; A obra que teve inicio em 2007, tinha previsão inicial de conclusão em 2010, mas o Ministério da Integração Nacional afirma que a conclusão, agora, será em 2015.

Após a reportagem, a jornalista e ancora do telejornal, Rachel Sheherazade comentou a reportagem. Leia abaixo o comentário:

“Enquanto 6 dos 9 estados nordestinos sofrem com a seca, a transposição do Rio São Francisco vai de mal a pior. A duras penas, saiu do papel em 2007, custando 4,5 bilhões de reais, e com a promessa de entrega em 2010. 

Hoje, o orçamento dobrou, a expectativa de conclusão pulou para 2015! E, até agora, água só se cair do céu. 

Eu me pergunto se esse projeto foi feito pensando no povo ou nas empreiteiras. Porque, até aqui, só elas ganharam com a transposição. Ou melhor: só elas não! A promessa de matar a sede do sertanejo rende bons frutos também no campo político. A transposição (que reza na cartilha da indústria da seca) elege e reelege prefeitos, governadores e até presidentes.

Não é difícil resolver o problema da seca no Nordeste. Há muito que o homem aprendeu a dominar e tirar proveito da natureza. Há décadas desertos são irrigados e transformados em terras férteis e frutíferas.

O sertão nordestino, mais que um curral de votos, trocados por esmolas sociais, pode se tornar uma grande fonte de riquezas. E isso não é uma questão de poder. É uma questão de querer!”.

Veja na íntegra as reportagens:

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Zé Filho,

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