Saiba quais estratégias usadas nas buscas por vítimas da tragédia de Brumadinho

As buscas pelas 305 pessoas desaparecidas na tragédia de Brumadinho continuam ao longo desta semana. Durante as operaçoes, as equipes lideradas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais adotam estratégias diferentes para localizar sobreviventes e vítimas da lama que vazou de uma barragem de rejeitos.

Algumas dessas estratégias são:

  • Sobrevoo
  • Leitura de calor e imagem de satélite
  • Buscas manuais
  • Sinal de celular
  • Apitos
  • Cães farejadores
  • Sonares

As estratégias variam também de acordo com o tempo decorrido desde o vazamento. Com o tempo, a lama fica mais sedimentada – ou seja, menos fofa. Por isso, as equipes precisam tomar cuidados para não colocar em risco os possíveis sobreviventes nem os próprios bombeiros.

“É um trabalho de formiguinha, são áreas gigantescas”, disse o Tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
Até a noite deste domingo, 192 pessoas foram resgatadas. Veja como as equipes de resgate usam cada uma dessas estratégias para encontrar desaparecidos em Brumadinho.

Sobrevoo

Poucos minutos depois de a barragem se romper, os bombeiros sobrevoaram a área atingida pela lama com helicópteros. Com o voo, as equipes conseguiam visualizar pessoas – sobreviventes ou não – próximas à superfície do lamaçal. Em alguns casos, o resgate era feito na mesma hora

Também com o sobrevoo, as equipes conseguem observar onde há destroços de construções ou mesmo carros, o que pode indicar a presença de pessoas soterradas.

Leitura de calor e imagem de satélite

É o mapeamento da região atingida pela lama. Com a comparação de imagens e detalhamento da topografia local, os bombeiros conseguem saber em quais locais ficavam fazendas, chácaras, pousadas, estradas ou outros tipos de construção.

“É feito também um trabalho de inteligência, com o uso de imageadores termais, que conseguem identificar a diferença térmica”, disse o tenente Aihara .

Buscas manuais

Os bombeiros também fazem buscas manuais na lama – com cuidado para não afundar e colocar a vida dos próprios socorristas em risco. Para isso, os militares ficam de bruços no lamaçal e se arrastam, o que aumenta a área de contato e evita o afundamento rápido.

Os militares também colocam pequenas estacas para marcar pontos já observados pela equipe. A marcação pode tanto servir para indicar um local perigoso como uma área onde pode haver corpos.

Sinal de celular

A Justiça de Minas Gerais autorizou quebra de sigilo telefônico de pessoas que estavam em Brumadinho. Assim, é possível identificar quais celulares estavam ligados no momento da tragédia na região onde ocorreu o vazamento.

Apitos

Os socorristas também usam apitos para chamar a atenção de sobreviventes. Ao assoviar, os bombeiros indicam que estão presentes naquele ponto, e pessoas soterradas ainda em consciência podem emitir qualquer outro som para indicar o local exato onde estão.

Cães farejadores

O Corpo de Bombeiros de Goiás levou equipes de cães farejadores para ajudar nas buscas. Como geralmente ocorre em outros desastres como desabamentos, os animais são treinados para encontrar pessoas – vivas ou mortas – soterradas.

Sonares

Militares das Forças de Defesa de Israel vão chegar a Brumadinho com um aparato especializado para esse tipo de buscas, incluindo sonares. São equipamentos usados em submarinos para localizar pessoas em longas profundidades com qualidade de recepção e imagem.

FONTE: G1 Minas Gerais

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