Proximidade e compaixão

Neste dia 11 de fevereiro, a Igreja celebra com seus filhos e filhas o 26º Dia Mundial do Doente. É uma oportunidade para nos conscientizarmos da realidade de todos aqueles e aquelas que passam por profundas provações físicas, humanas, sociais e também espirituais por causa da doença que os aflige.

Quem de nós já não teve ou tem um familiar ou amigo acometido por uma doença, mesmo que de forma breve? Quantos de nós, diante da dor e do sofrimento provocados pela doença em pessoas que amamos, não nos sentimos pequenos, limitados e frágeis, sem condições de amenizar o sofrimento, podendo apenas ser uma presença amorosa e fraterna de proximidade, enquanto a vida da pessoa amada ou dos amigos ia ou vai sendo consumida diante dos nossos olhos?

Um tratamento digno aos enfermos pode ser difícil em todas as realidades sociais, mas torna-se verdadeiro calvário quando a busca de recursos médicos fica cada vez mais distante da família e da comunidade. Não é só o doente que acaba ficando isolado dos seus, mas também o familiar que o acompanha, muitas vezes, fica entregue à própria sorte, sem recursos e relegado à indigência humana, para estar mais perto do enfermo.

Como comunidade de “irmãos e irmãs”, que amam a vida como dom maior do Criador a cada um de nós, não podemos deixar que a indiferença e o egoísmo ofusquem os valores da solidariedade e da caridade diante da necessidade do cuidado e da dignidade da vida dos irmãos e irmãs enfermos em todas as realidades.

São muitas as famílias, no nosso contexto social, que têm algum familiar doente necessitado de uma atenção maior ou cuidados especiais. São mães, pais, filhos e outros sob os cuidados dos próprios familiares, muitas vezes com a colaboração de amigos e vizinhos. Mas na realidade, no dia a dia, quem mais se dedica a olhar e cuidar dos enfermos nas famílias são as mães, que, quase sempre, acabam sozinhas, assumindo o cuidado da vida de familiares enfermos por longos anos. Fazem do serviço silencioso e continuado da assistência a eles uma missão, vivida como vocação amorosa na realidade da vida, diante de Deus e da humanidade.

Fonte CNBB

 

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