Limpeza de ruas e praças de Petrolina ganha reforço de reeducandos do sistema prisional

A limpeza de ruas, praças e canaletas da cidade de Petrolina ganharam um reforço em sua mão de obra. Uma parceria entre o Governo de Pernambuco – por meio do Patronato Penitenciário – e a Secretaria Municipal de Infraestrutura está dando oportunidade de trabalho a mais 31 reeducandos do regime aberto e livramento condicional. Os cumpridores começaram a trabalhar desde o começo do mês de agosto.

Para conseguir voltar ao mercado de trabalho, os reeducandos passam por entrevista, curso de formação e orientações jurídicas. Os varredores ganham R$ 1.295,37. O valor inclui salário, vale transporte e auxílio alimentação. Os reeducandos trabalham de segunda a sexta, das 7h às 16h, com uma hora de intervalo para o almoço. Os novos trabalhadores juntam-se aos outros egressos que já atuam na cidade. Ao todo, 71 reeducandos trabalham através de convênios com a Prefeitura de Petrolina.

Após cumprir mais de 20 anos de reclusão entre os regimes fechado e semiaberto, o reeducando Marcos Paulo, 45 anos, viu a sua vida mudar quando conseguiu trabalho fora da prisão. Ele está no regime aberto e começou como varredor há dois anos. Hoje é responsável por fiscalizar os agentes de limpeza urbana. “Através do trabalho eu pago as despesas da minha casa, ajudo minha família e consegui até empreender com a lanchonete que construí. Trabalhando e ocupando a mente, jamais me imagino retornando ao crime“, revela o reeducando.

Para o superintendente do Patronato Penitenciário, Josafá Reis, “é através da empregabilidade e da qualificação profissional que o governo de Pernambuco está atingindo o objetivo de tirar da criminalidade aqueles que querem uma oportunidade”. O Patronato é vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e acompanha os reeducandos em regime aberto e livramento condicional. Os convênios entre o órgão e empresas públicas e privadas possibilitam atualmente 677 postos de trabalho em todo Estado. As informações são da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de PE.

 

FONTE: Carlos Britto

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