Hoje, 1 mês após protestos em todo o país, veja o que mudou na vida de alguns jovens

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Denis se converteu em uma liderança comunitária depois de organizar uma caminhada pacífica; Bruno diz que as coisas estão mudando, mesmo sem saber se para melhor ou pior. E Lucio avalia que sua geração saiu da ‘sonolência’ política. Eles são alguns dos jovens que engrossaram as multidões que tomaram as ruas do país na onda de manifestações que se espalhou por todas as regiões do Brasil.

Exatamente um mês atrás, em 17 de junho, os protestos alcançaram diversas cidades brasileiras e culminaram com a tomada do teto do Congresso Nacional pelos manifestantes de Brasília; poucos dias depois, em 20 de junho, a multidão que saiu para protestar foi estimada em mais de 1 milhão de pessoas em todo o país.

Lucio, do RJ: ‘Minha geração se redimiu’

Jovens falam sobre onda de manifestações pelo Brasil (© AP)A primeira participação de Lucio Amorim, 29, nos protestos de junho foi com um pequeno vídeo que ele fez da janela de seu escritório, mostrando a av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, completamente tomada por manifestantes, em 17 de junho. O vídeo foi compartilhado quase 27,8 mil vezes no Facebook.

Depois, ele também foi para as ruas participar dos protestos seguintes – os quais, segundo ele, ‘redimiram sua geração’, por tirá-la da inércia política.

‘Sou de uma geração que pegou o fim da década perdida (anos 1980) da hiperinflação, mas minha realidade foi a do plano real. A gente cresceu com grande liberdade social e estabilidade, eu comecei a votar aos 16 anos. Criou-se uma certa sonolência’, opina o jovem, que é consultor de marketing.

Maria Claudia, de Brasília: ‘Ainda é tudo meio incipiente’

Jovens falam sobre onda de manifestações pelo Brasil (© AP)A administradora Maria Claudia Nunes Pinheiro, 31, participou dos protestos em Recife, onde nasceu, e em Brasília, onde mora.

‘Não foram meus primeiros protestos na vida, mas foram os mais relevantes’, diz ela. ‘Faço há muito tempo trabalhos sociais no meu Estado, Pernambuco, e sei exatamente onde a corrupção estoura. Então não saí de casa por ‘modinha’, mas porque vi uma oportunidade de mudanças reais.’

Texto: MSN (Com adaptações)

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