Festas na Oitava de Natal fortalecem sentido da encarnação do verbo

Após a Solenidade do Natal de Jesus, a Igreja celebra a Oitava de Natal, período que se estende até o dia 1º de janeiro, quando é celebrada a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. São celebrações muito significativas que devem ser levadas em conta, especialmente no trabalho com as comunidades e na espiritualidade que caracteriza o Natal e a encarnação do Verbo de Deus, de acordo com o arcebispo de Londrina (PR), dom Geremias Steinmetz, que é membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Entre o Natal e a solenidade de Maria, Mãe de Deus, são celebradas as festas de santo Estevão, são João Apóstolo e Evangelista, dos Santos Inocentes e da Sagrada Família. “Cada uma dessas celebrações exprime um aspecto do testemunho do mistério da encarnação”, afirma dom Geremias.

O mistério da encarnação do verbo de Deus (tornar-se carne) é aquele no qual se reconhece que o Filho de Deus se fez homem no seio da Virgem Maria por obra do Espírito Santo.

“O tempo da Oitava de Natal é exatamente para conseguirmos olhar para a nossa realidade de hoje, onde efetivamente vai acontecendo grande o mistério da encarnação”, afirma dom Geremias, que também aponta para o martírio de Estevão, João e os Santos Inocentes, onde acontece o mistério da encarnação.

O martírio da realidade atual, que ocorre no dia-a-dia por causa do testemunho que as pessoas dão, é muito importante, reflete o bispo:

“E esse martírio a gente encontra em muitas mães que veem seus filhos mortos, seus filhos assassinados, em muitas famílias que veem os seus perdidos no mundo das drogas; ou nas pessoas que sofrem especialmente a questão da doença, que vem os seus queridos não sendo bem atendidos, morrendo por causa de doenças que poderiam ser curadas; veem o sofrimento dos trabalhadores, dos sem-teto, sem trabalho. São muitos os martírios que acontecem no dia de hoje e que vão manifestando como continua ocorrendo a encarnação do verbo na vida das pessoas, especialmente nos seus sofrimentos”.

Fonte CNBB

PASCOM

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