Fabricante do AdeS reconhece erros e pede desculpas a clientes

ADES 23O envase de 96 unidades de suco AdeS com uma solução de soda cáustica foi resultado de uma combinação de falha humana e mecânica que durou 80 segundos, de acordo com Fernando Fernandez, presidente da Unilever.  “O operário não detectou o final da produção de um lote. Daí, colocou o equipamento para funcionar de novo. E o equipamento permitiu o envase de uma solução de higienização”, disse à Folha.

Após ter sido notificada por sua Central de Atendimento ao Consumidor, a Unilever demorou quatro dias para diagnosticar o problema.

A empresa recebeu e-mail de um cliente de Ribeirão Preto reclamando de ardência na boca no dia 7. Tentou contato no dia seguinte, mas só conseguiu localizar o consumidor e combinar o recolhimento do produto no dia 9. A coleta foi feita no dia 11, e a análise, no dia 12. O anúncio público do recall e a retirada do produto das gôndolas viria no dia 13.

É a primeira vez em seus 83 anos no Brasil que a Unilever encara um problema de saúde pública. Quatro mil pessoas, entre vendedores e operadores de estoque, foram mobilizadas para rastrear em três Estados (São Paulo, Rio e Paraná) as 96 unidades contaminadas -46 foram localizadas.  Ingerida, a solução pode causar queimaduras na boca e no sistema digestivo. Catorze já foram reportados.

“Temos que pedir desculpas. O AdeS no Brasil tem uma história de 15 anos que não merece um problema como esse”, afirma Fernandez, que diz ter redobrado procedimentos de segurança.  Por ordem da Anvisa, toda a produção e comercialização de AdeS na linha que apresentou problema foi interrompida. Outras dez linhas de produção da mesma fábrica continuam em operação. A vigilância sanitária determinou que a linha de produção fique paralisada até que seja comprovado o cumprimento das normas de segurança determinadas. O total de multas pode chegar a mais de R$ 8 milhões.

Fonte: Folha de  São Paulo

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