Experiência de recaatingamento é mostrada na UFBA de Salvador

Nos dias 24 a 26 de outubro aconteceu a Oficina de Experiências em Restauração Florestal no Instituto de Biologia do Campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia em Salvador. Encontro de discussões sobre conceitos e experiências exitosas a fim de formular diretrizes para programas e projetos de restauração florestal em diversos biomas brasileiros.  Pesquisadores acadêmicos, estudantes de mestrado, profissionais do estado, técnicos da iniciativa privada e representantes de ONG’s debateram no evento promovido pelo INEMA, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, as diversas experiências dos três biomas do estado: Mata atlântica, Cerrado e Caatinga.  O Engenheiro em Planejamento e Manejo de Paisagens, Markus Breuss, colaborador do IRPAA, destacou que a Caatinga é o maior bioma do estado com mais que 50% da área total, mas apesar disso, carece de atenção tanto nas pesquisas acadêmicas, como nas programas estaduais e nos financiamentos de projetos.

 Na sua palestra, o colaborador do IRPAA chamou atenção de que um erro comum na elaboração de projetos de restauração florestal na Caatinga é simplesmente copiar experiências de outros biomas: “Precisamos aproveitar as potencialidades que a Caatinga oferece, por exemplo, a grande capacidade de rebrotamento das espécies arbóreas e arbustivas, que facilita a recuperação de áreas degradadas através da estaquia. Já a produção e o plantio de mudas convencionais (em sacolas plásticas ou tubetes) implica certos riscos de perda por causa da incerteza do inicio do período de chuva e longas estiagens, comum no clima semiárido”. Comentou ainda que em comparação com os outros biomas, existe a vantagem de não precisar combater as gramíneas invasoras, como o capim colonial e braquiária, e no controle da formigas cortadeiras tem mais facilidades.

No último dia aconteceu um trabalho em grupo por biomas de onde saíram várias sugestões para a atuação do INEMA/SEMA no âmbito da restauração florestal e sua interação com as instituições participantes.  Os enfoques sobre a caatinga se baseiam também numa experiência de restauração de áreas degradas a partir da introdução de espécies nativas desta vegetação como: umbuzeiro, angico, baraúna, faveleira e uma variedade de cactus próprios da caatinga brasileira.

Por Raimundo Fábio

 

 

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