E a festa continua…..

Terça feira 23 de outubro de 2012…. 05:00  da madrugada. As estrelas no céu celestino de Petrolina ainda meio sonolentas, já começavam a desarrumar  o cenário do seu espetáculo de picotar o manto da noite com  suas luzes tentando iluminar  o cosmos infinito. É, neste período do ano, o Astro-Rei    vem que vem arretado  mais cedo  prá sapecar  as coisas da terra, principalmente  no país chamado sertão, que teima em esperar as chuvas de Deus pai todo poderoso prá poder fazer brotar do seio da terra as cebolinhas brancas que todas incutidas,  se arvoram em parecer com os lírios do campo. E de repente,  as ondas do rádio Am começam a invadir milhares de lares com  sua missão determinada de comunicar   e evangelizar. Aí, deixa com a gente. Uma equipe  formada  pelos  melhores profissionais,  inicia outro espetáculo,  o espetáculo da comunicação radiofônica. É, porque o rádio Am tem o poder  envolver milhares de pessoas numa cumplicidade gostosa, numa sinergia  que só o rádio AM tem este poder. E lá vem ele , com seu tamanho de soldado gigante, com sua voz  poderosa , e jeitão de catingueiro , característica  própria de um tal de “Zé Cachoeira”. Personalidade  ímpar   de   um cabra arretado, que se   pudesse, teria combatido nas hostes de Lampião.  Até parece que ele o Zé Cachoeira, é  um bicho bruto pelo seu jeitão de ser, mas “num é não”. Pelo contrário, mais do que   um  cabra altamente servidor, Cachoeira(ave-maria, este nome passou atravessado nas gargantas dos brasileiros pelos mal-feitos de um bicho safado lá dos Goiás) é um ser humano,  que aqueles que o conhecem, aprendem a gostar dele. E, é foi exatamente com  Zé Cachoeira que o radio Am, a Rádio a Voz do São Francisco encantou  o povo das  cidades e  das caatingas com seu programas radiofônicos  por muitos  anos.  Zé Cachoeira tocava  a musica da terra, de raiz, e quantas vezes incansavelmente   ele fazia o seu “Festival de Violeiros”  a trôco de pau e pedra, mas fazia, feito um “joão-teimoso. Quantos poetas do povo   passaram por Petrolina  dedilhando suas violas, inundando e inebriando milhares e milhares de pessoas com sua poesia repentista, debulhada na hora  e  no momento do desafio, como se fosse em determinados momentos uma  batalha de palavras. Mas, ninguém era vencedor, vencedor era  o povo que adorava ver e ouvir Zé Cachoeira   com seu vozeirão comandando  as ondas do rádio Am,   com sua comunicação arretada. Valeu Zé     Cachoeira, e como valeu!!!

Por Franklin Delano

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