Dom Nelson: jovem sofre por uma cultura que tenta colocar Deus no porão

Nesta quinta-feira tiveram prosseguimento as catequeses aos jovens peregrinos da JMJ, realizadas em Paróquias e Centros de Acolhida na Cidade do Panamá, com o tema “Eis aqui a serva do Senhor”.

Para atender aos jovens de diversas proveniências, as pregações são realizadas em várias línguas. Devido à grande presença de peregrinos provenientes de Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Brasil, as catequeses em português estão sendo realizadas em várias paróquias distribuídas pelas paróquias.

No final da manhã desta quinta-feira o Vatican News foi até a Igreja Cristo Rei. Dom Nelson Francelino Pereira fez a pregação e presidiu a Celebração Eucarística. Ao final, chamou a atenção a quantidade de jovens, e não só, que queriam tirar fotografias ao lado bispo:

É, na verdade é uma alegria muito grande a gente saber que a gente não está sozinho. As fotos revelam este carinho, esta comunhão, e ao mesmo tempo em saber que o nosso apostolado, o nosso ministério, todo ele é enriquecido por esta solidariedade em forma de oração, de abraço, de contribuição e a gente se vê dentro de um todo, de um mistério maior, na certeza de que com a força da juventude a gente se renova, com a força de juventude a gente não envelhece o nosso sonho de um mundo melhor.

Dom Nelson também nos fez uma breve síntese de sua catequese nesta manhã:

Olha, uma das coisas mais importantes na nossa catequese, foi uma tentativa de mostrar justamente Maria, Maria que ao dizer sim, ela não se alienou da sua condição. Ela olhando para a sua natureza, na sua realidade, ela viu que a missão solicitada era muito grande e ela não olhando para seus condicionamentos, para as suas limitações, mas olhando apenas para este Deus a quem nada é impossível, ela deu um sim radical. Eu creio que toda a nossa juventude, todo o nosso Brasil, toda a nossa Igreja, em profunda sintonia com o Papa Francisco que nos pede uma Igreja de saída, uma Igreja que se aproxime dos acidentados, dos machucados, toque ele devolva a esperança que a missão é grande, ardorosa, difícil, a missão muitas vezes é incompreendida por muitos setores e segmentos, até mesmo dentro da própria Igreja, mas se a gente for olhar para as dificuldades, prás limitações, para os condicionamentos, a gente fica muito inseguro, muito pequeno. Então eu creio este olhar para Maria, para o sim de Maria, que olha não para a sua fraqueza, mas para a força de um Deus a quem nada é impossível isso nos recoloca nesta missão, na certeza de que não nós, mas Deus há de fazer a obra, encontrando esta disponibilidade bonita ao serviço.

Os jovens tem sede de Deus?

Os jovens tem sede de Deus. Os jovens são vítimas da maldade de uma cultura que tenta cada vez mais colocar Deus no porão, a gente precisa despertar a nossa juventude, que Deus não os exclui apesar de suas feridas, das suas confusões, das suas deformações, mas Deus ama juventude e Deus toca justamente para devolver todo o potencial. Eu creio que acordar a juventude, organizar a juventude e lançá-la em missão, é um potencial que o Papa Francisco vem fazendo desde a sua primeira jornada no Rio e Janeiro, desde o primeiro momento de seu Pontificado. Acreditar na juventude e com isto, sobretudo a partir do último Sínodo, cada vez mais a Igreja não apenas moralisticamente julgar e condenar e dizer que a juventude não quer nada, mas pelo contrário. Na nossa fraqueza Deus conta com os jovens, e na nossa fraqueza a gente acredita que há possibilidade de um mundo novo.

FONTE: Vatican News

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