Chumbo grosso; vereadora justifica voto disparando ataques a prefeito.

A vereadora Anatélia Porto (PSD), do município de Petrolina-Pe Sertão do São Francisco, a cerca de 700 km da capital Recife, justificou seu voto contrário a dois vetos do Prefeito Julio Lóssio, (PMDB), com um pronunciamento nada ideológico. Foi um verdadeiro bombardeio durante a sessão que derrotou Lóssio nos vetos.

Ao defender seu voto contrário ao Veto parcial nº 226/12 ao Projeto de Lei nº 028/12 que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2013 e o Veto total nº 213/12 ao Projeto de Lei nº 035/12 que dispõe sobre a fixação dos subsídios dos vereadores, para a Legislatura compreendida entre 1º de janeiro 2013 a 31de dezembro de 2016, a vereadora Anatélia Porto, classificou de “incompetente”, o chefe do Poder Executivo. “A fixação e a derrubada dos vetos mostra o erro e a incompetência de um poder que foi o Executivo ao adentrar em competências de outro poder”, disparou Anatélia, reforçando ainda, “durante a campanha política houve tentativa de denegrir a imagem deste poder, inclusive manipularam jovens e adolescente, infundiram na cabeça de crianças que se o atual gestor não fosse eleito, as creches do  Nova Semente, seriam fechadas”, disparou a vereadora.

Nova Semente

Nova Semente é um programa de Educação Infantil que abriga crianças de zero a seis anos, em tempo integral oferecendo cinco refeições diárias, médicos, nutricionistas, psicólogo, além de apoio pedagógico. A família entra com uma contrapartida que varia entre R$ 10, e R$ 20, mensal.

Salário Parlamentar

A fala da vereadora tratou ainda da fixação dos salários para a legislatura que compreende o período 2013/2016.  “Não podemos colocar o salário mínimo como referencia para o legislativo. Ganhamos um salário que não é digno para quem entrega sua vida dia e noite e se afasta de sua família”, Justificou, afirmando que “a derrubada dos vetos era uma questão de mostrar a independência do Legislativo, em relação ao uso do Executivo para tentar desmoralizar-nos”, concluiu.

O vereador petrolinense recebe aproximadamente R$ 6 mil, brutos, para o exercício da função e mais verba indenizatória que varia até R$ 5 mil, além de diária de R$ 800, em caso de viagem a serviço do Legislativo ou para participar de cursos. Caso o prefeito Julio Lóssio, mantenha a derrubada do veto ao PL, que fixa o salário dos vereadores em R$ 12 mil, brutos, eles passarão a receber R$ 17 mil, brutos, incluindo verba indenizatória. Do contrário continuam os mesmos R$ 6 mil mais verba indenizatória.

A sessão ordinária que derrubou os vetos do prefeito Julio Lóssio, aconteceu no dia (23/10) na Casa Plínio Amorim, que ainda se ressente da resposta dada pela sociedade, que promoverá a partir de 2013 uma mudança de cinquenta por cento na atual composição da Câmara Municipal. O número de assentos sofrerá um acréscimo de 14 para 19, a partir de janeiro de 2013.

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