A festa continua… E continuou prá lascar com todo mundo!

É… hoje(25) o dia já tinha amanhecido e mais uma vez o show de palavras, brotadas da fertilidade uma mente  abençoada por Deus   e do fundo de um  coração especial, privilegiado, tomou conta das ondas do rádio Am. Falar  de um familiar, de um irmão que se tornou o maior ícone da comunicação em rádio  em nossa região, é fácil e difícil ao mesmo tempo. Estamos   falando de Carlos Augusto! Fácil porque para nós que fazemos a família Rural da Voz do São Francisco, Carlos Augusto é o maior ícone da comunicação  radiofônica de todos os tempos! Fácil porque ele consegue armazenar na memória, detalhes  que a nós outros passam despercebidos. Ele falou coisas maravilhosas sobre a história da nossa Petrolina. Imagine que um Bispo visionário construiu  uma enorme Catedral , estilo gótico, no meio do mato para clamor dos “provincianos” . Hoje  o nosso “Poema de Pedra”, deixa aquele que lhe põe os olhos inebriado com tanta beleza.  Isso foi contado por Carlos Augusto de manhã cedinho. E ele prosseguiu.  Depois da história do bispo visionário, a cidade foi contemplada  com o arrôjo de outro Bispo que Petrolina, predestinada,  poderia receber em seus braços.  Dom Antonio Campelo de Aragão. Comandando uma diocese que mais parecia uma “Babilônia  em extensão, inteligentemente sonhou em trazer uma emissora de rádio para nossa terra. E conseguiu. Com prestígio junto a Juscelino Kubischek,  Dom Campêlo depois de uma “via crucis” anunciava com sua voz  gravíssima: Nós conseguimos a nossa rádio. Daí nasceu  a Emissora Rural. Imaginem um estúdio de rádio lotado, cheio de machos, e, meio a  uma    “retro”  de sonoras antigas, a emoção tomou conta de todos,  e as lágrimas desceram dos rostos sem pedir permissão.  De lá prá cá foram muitas emoções. Desde pintar a  torre de transmissão da nossa rádio, Carlos Augusto ocupou os nossos microfones  para formar uma grande legião de fãs. No momento em   que ele fala, nos calamos, da mesma forma   que o Uirapurú nas selvas amazônicas  ao iniciar  o seu   mavioso canto, todas as outras  aves se calam em sinal de respeito e admiração!  Difícil porque o coração de um irmão fala muito mais alto que a razão. E neste momento, me sinto muito gratificado em lhe prestar esta homenagem. Valeu Carlos Augusto. E  como valeu “Carlão.”

Por Franklin Delano

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